Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 8 em cada 10 pessoas sintam dor de coluna em alguma altura. Apesar de não apresentar risco de vida, é uma condição que reduz em larga escala a qualidade de vida e a produtividade, especialmente em casos crónicos, limitando a pessoa em todas as suas actividades.

A dor lombar (lombalgia) é a queixa que surge mais frequentemente, sendo que mais de metade da população de países industrializados a refere, todos os anos. As referências lombares podem ir desde desconforto, dor ou limitação de movimento local até à irradiação para os membros inferiores, podendo inclusivé gerar incapacidade para caminhar ou manter-se em pé, como acontece nos casos de dor ciática.

Pessoas com escoliose, hiperlordose ou hipercifose (alteração das curvas fisiológicas da coluna) têm ou irão ter queixas no futuro, dado que o normal equilíbrio da coluna está alterado e inevitavelmente surgem compensações funcionais.

O RPG será a mais correta abordagem nestas patologias, tratando de uma forma global, inibindo ou ativando musculatura específica.

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Fenómenos degenerativos como os osteofitos (“bicos de papagaio”), discopatias ou hérnias discais são responsáveis por boa parte das queixas relacionadas com a coluna. Um diagnóstico destes não implica necessariamente cirurgia! Há um sem número de técnicas e meios que podem devolver o bem estar e a qualidade de vida em primeira instância, de forma menos invasiva.

A dor de coluna afecta, naturalmente, a área onde a pessoa se queixa mas, quando negligenciada, tende a gerar descompensações noutras zonas do corpo, manifestando-se frequentemente nos membros superiores ou inferiores, surgindo dormência, formigueiro, perda de força ou dor irradiada. Também pode afectar a cabeça, com enxaquecas, dor na face ou na articulação temporomandibular (ATM), fotossensibilidade (intolerância à luz), zumbidos, tonturas. Estas queixas são muito comuns como consequência de lesão na coluna cervical.

Se, no passado, se achava que as patologias de coluna eram problemas associados ao envelhecimento, percebe-se que cada vez mais surgem queixas em pessoas jovens. Não só casos em que tenha havido um acidente com trauma ou mecanismo violento (acidentes de viação, quedas, impactos com objectos, etc), como também associadas às más posturas e movimentos repetitivos que adoptamos no dia-a-dia. O trabalho de secretária, o telemóvel e tablet, a televisão, as horas a conduzir, o stress, e por, oposição, o sedentarismo, a falta de movimento e o pouco exercício físico levam-nos a desalinhar o corpo para posições aparentemnte mais cómodas, mas nocivas a médio e longo prazo.

A terapia pelo movimento. nomeadamente Pilates Clínico, é altamente aconselhado na reeducação postural com ou sem patologia mais severa.